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Polícia Civil esclarece homicídio de garoto de programa

Coletiva
Coletiva com os delegados Luciana Smith e Paulo Grillo - Foto: Polícia Civil

Uma coletiva, na manhã desta terça-feira (13), no Palácio da Polícia, concedida pelos delegados Luciana Smith, da 5ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa, e Paulo Rogério Grillo, diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, esclareceu questões do inquérito policial, o qual investigou o assassinato de um jovem de 21 anos, morto com mais de cem facadas nas costas, pescoço e cabeça na madrugada do dia 16 de dezembro passado.

No dia 7 de março de 2018, com o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva, a 5ª DPHPP encerrou o inquérito policial. Quatro pessoas estão presas, entre estas, um mandante e dois executores. Estes últimos presos em Porto Alegre e Canoas. Em Parobé foi efetuada a prisão da ex-namorada da vítima. Dois adolescentes envolvidos no caso foram encaminhados ao Departamento Estadual da Criança e do Adolescente. 

Conforme a delegada Luciana Smith, na cidade de São Paulo, não foi possível prender o outro mandante, tendo em vista que, um dia antes do cumprimento da prisão pelos agentes da 5ª DPHPP, ele se suicidou, atirando-se do 13° andar de um hotel na cidade.

Segundo Smith, a vítima, 21 anos, era garoto de programa e residia em Passo Fundo, sendo atraída até Porto Alegre por uma menor de idade com o intuito de realizar programa sexual. Chegando na cidade, a vítima foi buscada na rodoviária pela menor e outra amiga e levada por elas até um apartamento no bairro Mário Quintana, onde foi morta com requintes de crueldade pelos executores e teve seu corpo abandonado em frente a um supermercado antes do amanhecer. 

A delegada disse que no decorrer da investigação, a polícia apurou que a morte foi encomendada por um ex-cliente da vítima, de São Paulo, com que ele se relacionou quando morou naquela cidade, e pela ex-namorada da vítima, que havia descoberto que ela era garoto de programa e realizava encontros com homens. Além disso, o ex-cliente havia emprestado R$ 8.000,00 para a vítima, valor não pago por ela. 

Após a apreensão do celular de um dos executores e responsável por organizar a ação, foram encontrados diversos áudios entre esse executor e os dois mandantes, negociando a empreitada criminosa, e também mensagens trocadas após o crime entre o executor e mandante de São Paulo, nas quais o executor revela ter ficado com pertences pessoais da vítima e o mandante parabeniza pela execução do crime, falando inclusive que, até então, ninguém foi preso.

Todos foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, pelo motivo torpe, meio cruel e por ter dificultado a defesa da vítima, formação de quadrilha e corrupção de menores.

 

Eugènio

 

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