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Ex-vice-cônsul responderá por estelionato

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O titular da 1ª Delegacia de Polícia da Capital, delegado Paulo César Jardim, que vem investigando a cerca de seis meses as movimentações indevidas de R$ 2,528 milhões do ex-vice-cônsul de Portugal, Adelino Pinto, concluiu, nessa quarta-feira (03/08), que o investigado responderá pelo crime de estelionato.
Segundo o delegado, a polícia tem as provas da autoria e os elementos materiais que comprovam o crime executado por Adelino.
De acordo com a polícia, o inquérito deverá ser concluído até o final deste mês e será encaminhado ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público Federal, com o objetivo de ampliar uma eventual investigação sobre evasão de divisas, visto que é um crime federal.

Entenda o caso:

Em dezembro de 2010, Adelino procurou a Arquidiocese de Porto Alegre prometendo ajudar a conseguir recursos que seriam usados em reformas de igrejas - uma na Capital e outra no município de Triunfo. Para que isso acontecesse, a Arquidiocese teria de depositar R$ 2,528 milhões na conta de uma ONG belga, que seria ligada ao governo português e que esta repassaria aproximadamente R$ 12 milhões para ajudar nas obras. O dinheiro que a Arquidiocese teria repassado, segundo o delegado, seria um valor de contrapartida.
Antes do recebimento da primeira parcela do dinheiro, Adelino, que intermediaria a negociação, comprometeu-se, no mês de dezembro, em cartório, que não iria movimentar o dinheiro antes dos valores serem repassados.
Conforme o delegado, depois de uma semana o vice-cônsul fez uma remessa no valor de R$ 2,3 milhões em uma conta no seu nome, na Espanha, e aplicou cerca de R$ 400 mil em outra conta em seu nome no Banrisul.
Em janeiro, Adelino assinou o segundo termo de compromisso com a igreja que, na ocasião, ocorreu mais um depósito. No encontro, de acordo com o delegado, o ex-vice-cônsul não falou aos padres que já havia retirado o dinheiro de sua conta. No dia após assinar a outro terno, Adelino mandou, novamente, R$ 275 mil para sua conta da Espanha e em menos de uma semana depositou mais R$ 300 mil.
No mês de março Adelino gastou mais de R$ 247 mil, segundo a Polícia. "De dezembro a março Adelino utilizou 33 cheques, no valor aproximado de R$ 330 mil institutos de beleza, hotéis, farmácias, entre outros", explica o delegado.
Para o advogado da Mitra da Arquidiocese de Porto Alegre, Luciano Feldens, as provas derrubam a versão apresentada pelo ex-vice-cônsul, além de comprovar que Adelino não honrou com palavra firmada em cartório.

Fonte: 1ª DP
Julianna Uzejka
Estagiária de Jornalismo
Cecy Raicik
Reg.: 6211

Polícia Civil RS