Operação Cadeia de Comando é deflagrada no combate ao tráfico de drogas comandado de dentro de estabelecimentos prisionais
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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Viamão, na manhã desta quinta-feira (15), deflagrou a Operação Cadeia de Comando. A ofensiva, que contou com o apoio da Polícia Penal, tem o objetivo principal de combater o crime de tráfico de drogas, comandado de dentro de estabelecimentos prisionais.
Durante a ação, foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva nas cidades de Alvorada, Viamão, Canoas, Gravataí, Agudo e Balneário Pinhal. Também foram cumpridas ordens judiciais na Penitenciária Estadual de Porto Alegre, Cadeia Pública de Porto Alegre, Penitenciária Estadual de Charqueadas III, Penitenciária Estadual do Jacuí e Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas. Até o momento, 11 pessoas foram presas. Durante as diligências, ainda foram apreendidos 800 gramas de maconha.
Segundo o Delegado Alexandre Luiz Fleck, titular da Draco/Viamão, as investigações começaram em fevereiro deste ano, quando a Delegacia Especializada passou a monitorar alvo ligado a um grupo criminoso estabelecido, principalmente, em Alvorada, mas com atuação em diversos municípios da Região Metropolitana. Este grupo, pertencente a uma organização criminosa, atuava de maneira articulada no tráfico de drogas e delitos relacionados, mas também em crimes como roubo, homicídios e tráfico de armas.
A atuação do grupo, embasada na violência típica deste crime, incluindo agressões e torturas na cobrança de dívidas, era coordenada por indivíduos que já se encontravam dentro do sistema prisional, os quais, através de aplicativo de mensagem, realizavam determinações para que outros indivíduos praticassem as ações típicas, como transporte e entrega de entorpecentes, transporte de armas de fogo, coletes balísticos, carros para utilização em crimes, entre outras determinações de gestão da empreitada criminosa. "A investigação apontou que, além da região metropolitana, o grupo possuía ligações com o interior do estado e o litoral norte", destacou o Delegado Fleck.
"As investigações apontam a necessidade urgente de se encontrar meios de obter embasamento legal capaz de proporcionar meios que, efetivamente, consigam impedir que indivíduos já presos continuem praticando e, principalmente, gerenciando a atividade criminosa, haja vista que, mesmo com todo o esforço realizado pela Polícia Penal, tal prática continua não encontrando desestímulo suficiente", concluiu o Delegado Fleck.
A operação contou com mais de 170 policiais civis, além do efetivo da Polícia Penal.









