Operação Bulwark mobiliza 18 estados e reforça combate à violência extrema no ambiente digital no RS
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Nesta quinta-feira (16/04), Polícia Civil do Rio Grande do Sul participou da Operação Bulwark, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A ação reforçou a atuação integrada do Estado no enfrentamento à violência extrema no ambiente digital, ao discurso de ódio e aos processos de radicalização, especialmente entre jovens.
A ofensiva mobilizou as polícias civis de 18 estados brasileiros: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
No Rio Grande do Sul, foram cumpridas diversas ordens judiciais por meio das delegacias do Departamento de Polícia do Interior (DPI), do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM) e do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), sob coordenação do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos (GIE). Foram cumpridos 07 mandados de busca e apreensão nos municípios de Triunfo, Arroio do Sal, Liberato Salzano, Osório, Estação, Erechim e Bento Gonçalves. Foram apreendidos 04 adolescentes em Triunfo, Arroio do Sal, Osório e Porto Alegre. Além disso, um adolescente foi internado em Osório.
Ao total, alcançou resultados expressivos: 02 mandados de prisão temporária, 33 mandados de busca e apreensão, 03 mandados de internação, 06 prisões em flagrante, 20 ações cautelares diversas, 180 contas moderadas em plataformas digitais, 20 servidores do Discord moderados e mais de 5.500 usuários afetados.
Mais do que números, a operação mostra a força da inteligência cibernética, da integração entre os estados e da resposta rápida do poder público para impedir que ameaças digitais produzam impactos no mundo real.
Destaca-se que conteúdos digitais de violência extrema correspondem a materiais que circulam na internet incentivando ou banalizando a violência, o ódio e comportamentos nocivos. Entre eles, estão grupos que estimulam agressões, humilhações, discurso de ódio e práticas autodestrutivas, além de conteúdos mais graves, como a exploração de crianças e adolescentes.
A depender do caso concreto, tais condutas podem configurar crimes como incitação ao crime, ameaça, discriminação e associação criminosa, entre outros previstos na legislação. Ressalta-se que a responsabilização criminal não se restringe à criação do conteúdo. Indivíduos que compartilham, divulgam ou armazenam esse tipo de material também podem incorrer em prática delituosa.
Diante disso, a orientação é para que a população não compartilhe esse tipo de conteúdo e realize a devida denúncia. A operação tem como objetivo interromper a circulação desses ambientes digitais nocivos e prevenir a ocorrência de situações mais graves, especialmente entre jovens.
