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Operação Obelisco é deflagrada em Dom Pedrito contra crimes de lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD/Dercap), deflagrou nesta manhã (27) a Operação Obelisco, no município de Dom Pedrito, na região da Campanha. A ofensiva é uma fase derivada da Operação Acerto de Contas, já realizada pela DRLD.

Aproximadamente 30 policiais civis do Dercap, com o apoio da Delegacia de Polícia Regional de Bagé, cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em Dom Pedrito. As diligências desta fase têm por objetivo reunir e preservar provas, especialmente documentais, digitais, contábeis e financeiras;identificar outros beneficiários do esquema, as interpostas pessoas usadas e as empresas envolvidas; dimensionar o prejuízo causado ao erário e buscar a responsabilização criminal dos envolvidos e o ressarcimento dos tributos sonegados. Uma arma de fogo foi apreendida.

Conforme apurado, pelo menos 12 empresas são envolvidas nas medidas de investigação, bem como mais de R$ 550 mil em indícios de sonegação, considerando apenas os impostos estaduais. Os administradores das empresas são suspeitos de crimes contra a ordem tributária e falsidade ideológica.

Segundo o Delegado Cassiano Cabral, Diretor do Dercap, a investigação original apurou um esquema estruturado de fraude fiscal comandado por um escritório de contabilidade sediado em Sapiranga. O responsável pelo escritório foi o principal alvo da Acerto de Contas e está preso preventivamente desde o início do ano. Diligências complementares mostraram que a atuação dele não ficava restrita à Região Metropolitana de Porto Alegre. Por indicação de clientes, o "serviço" ganhou fama em todo o estado e chegou a empresários de cidades distantes, como Dom Pedrito.

Cerca de 10 empresários locais são suspeitos de terem se beneficiado do esquema. Com o auxílio do contador, eles teriam repassado empresas endividadas para o nome de interpostas pessoas ("laranjas"); aberto novas empresas para seguir operando como se não fossem mais responsáveis pelas dívidas; praticado a chamada "redução tributária", que na prática significa sonegar impostos.

“Alguns casos chamam a atenção. Segundo a apuração, um dos empresários teria usado o próprio filho, pessoa com autismo, para aplicar a fraude. Outro é suspeito de ter repassado uma empresa endividada para uma pessoa cega que usa cadeira de rodas”, explicou Cassiano.

Polícia Civil RS