Operação Papagaio mira grupo criminoso responsável por comercialização de drogas e armas de fogo
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A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (1ªDIN/Denarc), nesta terça-feira (17) deflagrou a Operação Papagaio. O objetivo da ofensiva é desarticular grupo criminoso voltado ao tráfico de entorpecentes e ao comércio ilegal de armas de fogo na cidade de Porto Alegre.
Foram cumpridas 65 ordens judiciais, sendo 29 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Porto Alegre e Alvorada. Houve também cumprimento de mandados de busca e apreensão de apenados recolhidos no sistema Penitenciário gaúcho nas cidades de Charqueadas, Canoas e Porto Alegre. Até o momento, 11 pessoas foram presas. A ação também resultou na apreensão de R$ 30 mil reais em dinheiro, 09 tijolos de cocaína, totalizando cerca de 09 kg, e um aparelho celular.
Conforme o Delegado Ewerton Melo, as investigações tiveram início a partir de denúncia recebida pela delegacia, noticiando a existência de um esquema de tele-entrega de drogas com atuação predominante na zona sul da Capital. Segundo as informações, um indivíduo seria o responsável pela logística das entregas, bem como por armazenar, em sua residência, armas de fogo, substâncias entorpecentes e valores em dinheiro pertencentes ao grupo criminoso.
Durante as diligências investigativas, foram cumpridas ordens judiciais que culminaram em apreensões de duas pistolas, um revólver, munições e carregadores, porções de cocaína e maconha, comprimidos de ecstasy, dinheiro, aparelhos celulares, além de outros materiais utilizados para acondicionar e pesar os entorpecentes.
A partir da quebra do sigilo telefônico e telemático do aparelho apreendido, foi possível comprovar os fatos até então levantados, além de identificar os outros indivíduos participantes do grupo atuante na comercialização de diversos entorpecentes ilegais.
“As investigações demonstraram que a organização estruturou duas frentes de tele-entrega, cada uma com diversos motoboys responsáveis pela distribuição de drogas nas regiões central, sul e leste de Porto Alegre. As substâncias comercializadas incluíam cocaína, maconha, ecstasy, LSD e MDMA, sendo fracionadas em malotes de 50 porções, com rigoroso controle de repasses e acertos financeiros”, explicou o Delegado Ewerton.
Planilhas, listas de motoboys e relatórios de vendas eram compartilhados em grupos de mensagens evidenciando a estrutura de uma verdadeira empresa criminosa. “Em apenas um turno de trabalho, foi constatada a comercialização de mais de cem porções de cocaína por um único entregador”, relatou o Delegado.
Também foram identificados registros que indicam armazenamento em larga escala de substância entorpecente, incluindo imagens que demonstram aproximadamente mil porções de cocaína já fracionadas, embaladas e prontas para comercialização, produzidas semanalmente, com valor estimado superior a 50 mil reais.
Outro ponto relevante foi a constatação de que o grupo também atuava no comércio ilegal de armas de fogo. Conversas revelaram negociações envolvendo pistolas e revólveres, inclusive uma pistola Glock calibre .380 e um revólver calibre .38, com valores que chegavam a R$ 11 mil. Fotos e vídeos de armamentos circulavam entre os integrantes, demonstrando que a atuação criminosa extrapolava o narcotráfico.
Ainda conforme o Delegado Ewerton, a investigação está em estágio avançado, de modo que as medidas cautelares são necessárias para a conclusão do inquérito policial e demonstração de vínculos entre os indivíduos.





