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Polícia Civil deflagra Operação Storm no combate ao abuso e exploração sexual infantil no ambiente virtual

Suspeitos utilizavam redes compartilhadas para realizar o download sistemático de arquivos contendo pornografia infantil

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A Polícia Civil, através da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Esteio, sob coordenação da Delegada de Polícia Luciane Bertoletti, deflagrou, na manhã de hoje, a Operação Storm.

A equipe de Policiais da DEAM de Esteio, com o apoio da Delegacia de Ivoti, cumpriu três Medidas Cautelares em endereços identificados durante a fase de inteligência. A ação tem como objetivo combater uma rede de armazenamento e compartilhamento de material de abuso e exploração sexual infantil no ambiente virtual.

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Sobre a Investigação

O setor de inteligência da Polícia Civil monitorou os alvos de forma ininterrupta por três meses. Durante esse período de investigações cibernéticas, ficou comprovado que os suspeitos utilizavam redes compartilhadas para realizar o download sistemático de arquivos contendo pornografia infantil, alimentando o mercado clandestino desse tipo de crime.

Balanço das Ações em Ivoti

Cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar, em conjunto com peritos do Instituto Geral de Perícias, foi localizado vasto material de pornografia infanto-juvenil e restaram apreendidos computadores, notebooks, smartphones e mídias de armazenamento (pendrives e HDs externos) utilizados para baixar e guardar os arquivos ilícitos.

A delegada Luciane Bertoletti destaca a ação: “O combate à pedofilia e aos crimes de exploração sexual é uma das prioridades da Deam Esteio. Não estamos diante de delitos comuns. São crimes que deixam marcas profundas, comprometem o desenvolvimento das vítimas e atingem toda a nossa sociedade.”

Foram presos em flagrante delito dois empresários, sócios proprietários de grandes empresas. São empresas distintas, mas que mantêm ligações comerciais, segundo se verificou nas diligências.

Segundo o delegado Cristiano Reschke, diretor da Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Canoas: “as empresas não têm envolvimento com os crimes, tratando-se de condutas criminosas individuais e autônomas. Estamos diante de uma prática odiosa que fere de morte a dignidade humana e macula a inocência de crianças de forma irreversível. Esses criminosos, muitas vezes agindo sob uma fachada de respeitabilidade social e sucesso econômico, alimentam um ciclo de abuso que destrói vidas e deixa traumas profundos que acompanham as vítimas por toda a existência. A operação de hoje é um recado claro: a Polícia Civil não tolerará que a tecnologia seja usada como escudo para a perversão. Retiramos de circulação indivíduos que com sua mediocridade sustentam esse mercado clandestino de dor, e seguiremos intensificando o combate à exploração infantil, independentemente do status social ou econômico dos envolvidos.”

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Diligências Futuras

Os dispositivos eletrônicos recolhidos em Ivoti serão submetidos à análise do Instituto Geral de Perícias (IGP). O objetivo é quantificar o volume de dados baixados e verificar se, além do download, os investigados também realizavam a distribuição ou a produção desses arquivos.

Preliminarmente, foram contabilizados mais de 100 TB de material contendo pornografia, incluindo conteúdo adulto, infanto-juvenil, além de conteúdo sexual envolvendo animais.

Os suspeitos responderão pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A pena para quem armazena e faz o download desse tipo de material é de 1 a 4 anos de reclusão, podendo aumentar significativamente caso seja comprovado o compartilhamento com outros usuários.

Polícia Civil RS