Polícia Civil deflagra Operação Falso Distintivo e prende casal
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Nesta segunda-feira (04/05), a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos (DRV/DEIC), em ação integrada com a Brigada Militar, através da Agência Regional de Inteligência do Comando de Policiamento da Capital (ARI/CPC), e com apoio de guarnições do 20º Batalhão de Polícia Militar, prendeu em flagrante um casal investigado por se passar por policiais na Operação Falso Distintivo.
Conforme as investigações, a dupla praticava intimidações, bem como agredia terceiros com o uso de arma de fogo. As diligências iniciaram após um possível crime de furto ou roubo de motocicleta ocorrido no bairro Jardim Ypu. Todavia, apurou-se não ter ocorrido o crime, bem como o investigado teria se identificado como policial e agredido a vítima, apontando uma pistola para a mesma.
A ação foi registrada pela própria vítima e amplamente divulgada em redes sociais, sendo possível visualizar o investigado agredindo o ofendido em via pública, na companhia de sua companheira. As imagens reforçaram os indícios de que a falsa condição funcional era utilizada de forma deliberada como mecanismo de coação, abuso e constrangimento ilegal. Durante a apuração do crime, foi verificado que o casal se identificava como policiais em estabelecimentos comerciais, academias, dentre outros lugares.
No cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência dos investigados, foram apreendidos aparelhos de telefone celular, um notebook, uma camiseta da Polícia Civil, uma jaqueta da Polícia Penal, algemas de uso restrito e um simulacro de arma de fogo, confirmando o uso indevido de objetos e elementos relacionados à falsa condição de policiais civis.
O homem investigado possui extensa ficha de antecedentes policiais, incluindo registros por homicídio, posse de entorpecentes, exercício arbitrário das próprias razões, duas ocorrências de lesão corporal, importunação ofensiva ao pudor, ameaça, vias de fato, furto e violência doméstica.
O casal foi autuado em flagrante pelos crimes de usurpação de função pública, receptação qualificada e falsa identidade. Após os procedimentos legais, ambos foram encaminhados para o sistema prisional.


