Polícia Civil deflagra Operação Impostores para combater roubos a pedestres na Região Metropolitana
Publicação:
A Polícia Civil, por meio da 2ª Delegacia de Polícia de Canoas, deflagrou na manhã desta terça-feira (23) a Operação Impostores. A ação visa desarticular um grupo criminoso especializado em roubos a pedestres que atuava sob a forma de "arrastões" durante as madrugadas em Canoas e demais municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre.
A ação da 2ª DP de Canoas, com o apoio de policiais da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), e com trabalho de inteligência conjunta com a Polícia Militar, coordenados pelo delegado Rodrigo Caldas, cumpriram seis ordens judiciais, sendo três de prisão temporária e três de busca e apreensão.
Segundo as investigações, que duraram cerca de três semanas, o grupo foi responsável por assaltar pelo menos 11 pessoas em um intervalo de apenas sete dias. Os crimes ocorriam sempre na madrugada, entre 00h e 06h, tendo como alvo principal trabalhadores e estudantes que se deslocavam de casa ou para o trabalho. Todos os crimes são hediondos.
Para garantir o sucesso dos assaltos e anular qualquer reação, os criminosos utilizavam uma tática específica: durante a abordagem os suspeitos anunciavam que eram policiais. A falsa identidade reduzia drasticamente a possibilidade de defesa das vítimas, que tinham seus aparelhos celulares roubados.
Todos os três suspeitos foram identificados e qualificados. Os crimes eram praticados com o uso de um veículo HB20 cinza locado por um dos suspeitos.
“A rapidez na identificação desse grupo foi fundamental para frear a escalada da violência na região. Eles se aproveitavam da vulnerabilidade do horário e da boa-fé dos cidadãos, que acreditavam estar diante de forças de segurança", destacou o delegado Rodrigo Caldas.”
Na ação, foram presos os três envolvidos na prática dos crimes. Nas buscas foram apreendidos diversos aparelhos de telefone celular. A polícia trabalha agora para identificar os proprietários dos objetos roubados.
O Diretor da 2ªDPRM, Delegado Cristiano Reschke, ressaltou a estratégia de combate eficiente aos crimes patrimoniais e destaca a importância da prisão do grupo: “Eles agiam com extrema ousadia ao se passarem por policiais. Aproveitavam-se da madrugada, quando há pouco movimento, para abordar trabalhadores e estudantes, usando arma de fogo para intimidar e amedrontar as vítimas. Em apenas uma semana, fizeram pelo menos 11 vítimas. São crimes graves que, pelas circunstâncias de horário, local e modo de agir, exigem repressão enérgica, rápida e eficiente. Não podemos permitir que esse tipo de crime se espalhe. A melhor resposta é a inteligência e a investigação qualificada.”
A Polícia Civil ressalta a importância de que outras possíveis vítimas que reconheçam o modus operandi do grupo procurem a Delegacia para registrar a ocorrência.