Polícia Civil deflagra Operação Rede Pix
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A Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul, por intermédio da Delegacia de Polícia de Capão do Leão, deflagrou na manhã desta terça-feira (24/02), a 2ª Fase da Operação Rede Pix. A ação é o desdobramento de uma investigação que visa desarticular uma organização criminosa responsável por um violento roubo com restrição de liberdade (cárcere privado), ocorrido no final de 2025.
A ação visa combater uma associação criminosa especializada em roubos e lavagem de dinheiro. Ao todo, 11 ordens judiciais são cumpridas, sendo sete mandados de busca e apreensão, nos municípios de Pelotas e Capão do Leão.
Durante as diligências, três pessoas foram presas, tendo sido apreendidos dinheiro em espécie, drogas e aparelhos celulares.
As investigações iniciaram em dezembro de 2025, após criminosos armados invadirem uma residência em Capão do Leão, subtraindo veículos, armas de fogo e grandes quantias em dinheiro por meio de transferências digitais forçadas.
Foco da ação:
Esta segunda fase da Operação tem como objetivo desarticular o núcleo operacional e a estrutura de exaurimento do crime. Os principais pontos que sustentam as medidas judiciais de hoje são:
Individualização da Autoria: o cruzamento de dados de inteligência permitiu identificar os executores que atuaram diretamente na residência das vítimas, onde a família foi mantida em cárcere por cerca de 73 horas.
Logística Familiar e Lavagem de Dinheiro: a investigação revelou que o grupo utilizava laços familiares para a movimentação de valores e ocultação de bens. Em episódios de tentativa de uso dos cartões das vítimas, os investigados chegaram a utilizar crianças como anteparo para tentar conferir uma aparência de "normalidade" às transações fraudulentas.
Rastreamento Financeiro: foi identificada uma complexa rede de "contas laranjas" que receberam os valores subtraídos via PIX, com destinos pulverizados em estados como Amazonas e Paraná, visando dificultar a recuperação dos ativos.